Como funciona
Uma vez por temporada, a diretoria passa os objetivos. A meta da liga sai do porte do clube na própria liga: na Série A, os maiores brigam pelo título, os seguintes pela vaga na Libertadores, depois vem o meio de tabela, e os menores só precisam não cair. Nas outras divisões, os maiores têm de subir. Há também uma fase a alcançar na Copa do Brasil e de uma a quatro metas financeiras, pela situação do clube em janeiro.
A régua se move. A cobrança sobe com a reputação do técnico e com os títulos recentes do clube, que vão pesando menos ano a ano, e alivia para quem acabou de subir de divisão.
A confiança da diretoria soma cinco coisas: o ponto de partida do ano, a campanha na liga contra o alvo (que pesa mais conforme a temporada avança), a Copa e as metas financeiras, a forma nos últimos cinco jogos de qualquer competição e o caixa, que derruba a confiança enquanto estiver negativo. É ela que decide alerta, ultimato e demissão.
O humor da torcida soma outras coisas: o ponto de partida, a forma, os clássicos do ano, os títulos, a posição contra o alvo, o conforto do estádio e a camisa, que perde pontos com muitos patrocínios ou marca polêmica. Os dois aparecem na tela inicial com um rótulo, de "Muito satisfeita" a "Muito insatisfeita" na diretoria e de "Empolgada" a "Revoltada" na torcida.
O humor da torcida é um termômetro. Ele mostra como a arquibancada vê o seu trabalho, mas não demite, não esvazia o estádio e não mexe na renda. Quem demite é a diretoria.
Uma decisão puxa a outra
O campeão é cobrado
O clube ganhou um título no ano passado.
A diretoria sobe a régua: a meta pode passar de vaga na Libertadores para briga pelo título.
O título vai pesando menos na cobrança a cada ano.
O desconto de quem sobe
Você sobe de divisão.
No ano seguinte a diretoria cobra menos do que cobraria pelo porte.
E a torcida começa a temporada mais animada.
Comprar além do caixa
Você compra caro e o caixa fica negativo.
A diretoria perde confiança enquanto o vermelho durar.
Num ano fraco de campo, é isso que empurra para o ultimato.
Voltando ao azul, a confiança volta.
A camisa cheia
Você vende todos os espaços da camisa.
Mais dinheiro de patrocínio.
A torcida reclama da camisa poluída, e a tela de Patrocínios mostra quanto isso custa no humor.
O estádio que agrada
Você investe nas melhorias do estádio.
A satisfação com o estádio sobe, e a torcida ganha humor.
Na prática
Meio do ano pesa pouco
- Rodada 15
Seu time está algumas posições abaixo do alvo. A diretoria sente pouco.
- Rodada 30
A mesma distância já pesa bem mais.
- Última rodada
Aí pesa inteira.
Começar mal dá tempo de reagir; terminar mal, não.
Torcida em festa, cargo em risco
- O ano
Seu time ganhou os clássicos e inaugurou o estádio novo. A torcida está empolgada.
- A tabela
Mas o time está abaixo do alvo e o caixa está no vermelho.
- A diretoria
De olho na tabela e no caixa, ela prepara o ultimato.
A arquibancada aplaude, mas quem assina a demissão é a diretoria.
Em breve
Eliminações e derrotas seguidasdiretoria e torcida reagindo mais forte, sobretudo contra time menor.
Meta do estadualganhar o estadual como objetivo dos grandes.
Acesso pelo playoffa meta da Série B contando a subida pelo playoff.
Mexe com
- Carreira do técnicoA confiança da diretoria decide alerta, ultimato e demissão, e a reputação mexe na régua.
- Mercado e finançasCaixa negativo e metas financeiras pesam na confiança.
- Rivalidades e clássicosCada clássico do ano mexe no humor da torcida.
- Patrocínios e SAFCamisa poluída e marca polêmica tiram humor da torcida.
- Estádio e bilheteriaO conforto do estádio soma no humor da torcida.