Como funciona
A Procura lista os jogadores dos outros clubes, com filtros de nome, posição, lado, característica, clube, força, valor, idade e disponibilidade (à venda ou com o contrato acabando). Com o mercado internacional ligado, que é o padrão, ela ganha os oito países de fora. Jogador de outra divisão ou de outro país só abre com a janela de transferências do Brasil aberta e com vaga de estrangeiro no elenco; dentro da sua própria liga, a compra segue aberta o ano todo.
Toda compra tem duas frentes. Primeiro o clube: você oferece, ele faz contraproposta, e depois de algumas idas e vindas crava a proposta final, "é isso ou nada". Cada oferta mexe na barra de Tensão: oferta baixa enche, repetir ou baixar enche mais, subir com vontade alivia. Com a barra cheia, a negociação trava por algumas rodadas. E o clube cobra bem mais pelos seus cinco melhores do que pelo resto do elenco.
Depois o jogador: você escolhe salário, anos de contrato e papel (titular, rotação ou reserva). Ele responde Recusa, Relutante, Aberto ou Empolgado, e só assina aberto ou empolgado. Pesam o salário, o papel, o tamanho do seu clube e a segurança do contrato, e a personalidade muda o peso de cada coisa: o veterano quer contrato longo; o jovem quer jogar e quer clube grande. O jogador de um clube muito maior nem ouve a proposta, a não ser que o técnico tenha nome.
Para vender, há o preço fixo (o jogador vai para a lista e atrai muito mais propostas) e o leilão ao vivo, em que você define o mínimo e os lances correm na tela. As duas formas descontam a multa de rescisão, que depende do contrato que ainda resta. Propostas que chegam sozinhas, se aceitas, entram no caixa sem multa.
O caixa passa de um ano para o outro. Entram bilheteria, cotas de TV, patrocínio e sócio-torcedor, prêmios de liga e de cada fase das copas, amistosos e vendas. Saem salários, o custeio do clube, parcelas de compras, multas, obras e o banco. Cada lançamento do extrato tem o seu motivo, e o recibo "Quanto dá para gastar" soma só o que é certo até dezembro, acha o dia mais apertado e guarda um mês de reserva.
Uma decisão puxa a outra
Oferecer pela metade
Você oferece metade do que o clube quer e insiste.
A barra de tensão enche a cada oferta.
A negociação trava por algumas rodadas, e o alvo fica livre para um rival.
Parcelar em dez vezes
Você parcela o reforço em dez vezes.
A entrada cabe no caixa de hoje.
O total fica mais caro, e a parcela pesa todo mês, até no ano seguinte.
O "Quanto dá para gastar" cai na hora, antes da primeira parcela vencer.
A proposta ou o leilão
Chega uma proposta pelo seu meia.
Você aceita em vez de levar ao leilão.
Proposta que chega não paga multa de rescisão: a mesma venda rende mais.
O caixa no vermelho
Você gasta além do caixa.
O salário atrasa, e o vestiário perde moral a cada rodada.
A diretoria perde confiança, e nenhuma compra fecha.
As saídas: vender, antecipar uma venda parcelada ou ir ao banco.
Subir para a Série A
TV e prêmios crescem muito.
O custeio do clube cresce também.
O recém-promovido precisa ficar longe da zona para fechar a conta.
Na prática
Êxodo de julho
- Julho
A janela europeia abre. Portugal, Espanha e Inglaterra são os que mais compram.
- Meio do Brasileirão
O rival perde o meia de 20 anos que era o destaque dele.
- Seu elenco
Seu craque de 19 anos também entra no radar, e chegam propostas de fora sem você listá-lo.
A tabela muda no meio do campeonato, para todo mundo.
O dia mais apertado
- Maio
Você fecha duas compras parceladas.
- Agosto
As parcelas das duas vencem antes da bilheteria grande de dezembro.
- O recibo
O "Quanto dá para gastar" olha o pior dia do ano, não o saldo de dezembro, e ainda guarda um mês de folha.
Dá para comprar o terceiro reforço? O recibo responde antes de você assinar.
Uma posição vale um reforço
- Última rodada
Você termina logo acima da zona de rebaixamento.
- Fim do ano
Leva um prêmio de liga que o primeiro rebaixado não leva, e fica na divisão de TV maior.
O que pesa na balança
Ir ao banco
Ganha
- Dinheiro na hora para o reforço ou para sair do vermelho.
- O salário volta a ser pago, e a moral para de cair.
Paga
- Juros, mais altos para o clube pequeno.
- Parcela fixa todo mês, com multa se o caixa não cobrir.
- A dívida vira meta da diretoria no ano seguinte.
Em breve
Caixa dos clubes da máquina entre temporadascom o rebaixado parando de comprar.
Mexe com
- Carreira do técnicoA reputação do técnico abre ou fecha a porta dos jogadores de clubes maiores, e as metas financeiras pesam na diretoria.
- MoralSalário atrasado derruba o vestiário; contrato bem pago anima.
- Desenvolvimento e baseA joia que cresce vira a venda que salva o ano.
- Estádio e bilheteriaBilheteria, obras e manutenção passam pelo caixa.
- Competições do BrasilCada fase de copa paga uma cota, e a colocação na liga decide o prêmio.