Como funciona
A camisa do seu clube tem sete espaços, cada um com o seu contrato, a sua marca, o seu prazo e o seu valor: principal, material esportivo, costas, manga, ombro, calção e meião. O principal é o que mais paga, e o material esportivo só aceita marca do ramo. Cada contrato vence numa data, então todo ano algum espaço volta ao mercado. O valor de cada contrato cai em parcelas todo fim de mês, e a tela de Patrocínios, aberta pelas Finanças, mostra a camisa, os contratos, as propostas e as metas. Em campo, a camisa entra limpa. Os clubes da máquina, por enquanto, recebem um patrocínio fixo pelo porte.
As propostas chegam na caixa do clube, para os espaços vagos e perto do fim de cada contrato, e quantas chegam depende do porte e do momento do time. Clube grande em boa fase recebe várias; clube pequeno em fase ruim recebe uma ou nenhuma. Cada proposta traz a marca (com ramo, país e porte), o espaço, os meses, o valor por ano, uma meta com bônus e o que acontece se o clube cair: o valor é cortado ou o contrato acaba. Clube grande atrai marcas nacionais e internacionais; clube pequeno, as do estado. As marcas são fictícias. Assinar uma proposta recusa as outras do mesmo espaço.
Diante da proposta, você assina, recusa ou pede mais. A marca cede um pouco, e cede mais quanto maior a afinidade com o clube. Se você pedir além disso, ela pode topar com metas mais duras: a mesma meta mais vezes, ou o degrau acima. Se o pedido for exagerado, ela recusa, mas a oferta original continua na mesa.
Cada marca tem uma afinidade com o clube que cresce a cada temporada de contrato e cresce mais quando a meta sai. Afinidade alta paga mais, cede mais, garante a renovação e faz a torcida esquecer uma marca polêmica. Rescindir custa o que falta receber mais uma penalidade pesada, e derruba a afinidade.
Uma decisão puxa a outra
Encher a camisa
Você preenche os espaços pequenos da camisa.
A receita cresce.
A camisa fica poluída, e a torcida reclama a cada espaço novo.
Pedir mais
Você pede mais do que a marca ofereceu.
Ela topa, se as metas ficarem mais duras.
Você ganha mais por ano.
O bônus fica mais longe.
Trocar de marca
Você rescinde para assinar com quem paga um pouco mais.
Paga o que falta mais a penalidade, e a afinidade com a marca antiga despenca.
O espaço pode ficar meses vago até chegarem propostas.
Vender ações aos poucosem breve
Você vende 30% do clube a um investidor.
Entra o aporte, e o clube segue no controle.
Anos depois, vende mais 21% a outro.
O clube fica com 49%, mas ainda manda: segue com a maior fatia.
O dono de foraem breve
Um investidor passa de 50%.
Ele veta a venda do craque se a meta é a Libertadores e impõe teto de folha.
Se as metas falharem, ele corta o aporte e pode trocar o técnico, inclusive você.
Na prática
O ramo ocupado
- Janeiro
Um banco oferece muito pela manga. Outro banco está no principal até o fim do ano que vem.
- A escolha
Para assinar agora, o clube teria de rescindir o principal e pagar a penalidade.
Quase sempre compensa esperar o contrato vencer.
Rebaixado com contrato
- Última rodada
O clube cai.
- Manga
A marca tinha cláusula de corte: passa a pagar bem menos até o fim, mesmo se o clube voltar a subir.
- Meião
A marca tinha cláusula de saída: vai embora na virada, e o espaço volta ao mercado com o clube já rebaixado.
A parceria antiga
- Anos de contrato
A marca do material esportivo está no clube há anos e bateu as metas.
- Renovação
Paga mais que uma marca nova pagaria e aceita uma contraproposta maior.
O que pesa na balança
Vender o controle do clubeem breve
Ganha
- Uma bolada na hora e um aporte todo ano.
Paga
- Parte das vendas e dos prêmios vai para o investidor.
- Teto de folha, veto em compras e vendas e o risco de perder o emprego.
- A torcida sente na hora ("o clube não me pertence mais") e cobra mais nas derrotas; só os títulos trazem ela de volta.
- Recomprar o clube custa sempre muito mais do que entrou.
Em breve
Patrocínio pontualuma marca paga só pela final ou pelo jogo grande.
Marcas no mundoos clubes da máquina fechando patrocínios sozinhos e uma página de quem patrocina quem, em qual espaço e até quando.
Marca do rivalpatrocinador ligado ao rival derrubando o humor da torcida.
Naming rights do estádio antigovender o nome de um estádio histórico irrita muito a torcida no começo.
Investidor e SAFvenda de ações em rodadas, no máximo dois investidores, e o controle com quem tem a maior fatia.